R de Rato: O caso das Coxinhas inconformadas

Sexta-feira à noite, depois de uma semana intensa de trabalho, decido abrir o LinkedIn para dar aquela olhada despretensiosa.

Mas o que encontro?

Uma notificação inesperada.

Adivinha só?

A agência mais tóxica em que já trabalhei na vida resolveu me vigiar. Não que isso me surpreenda.

Afinal, quem se alimenta de fofoca precisa estar sempre bem informado.

A história começa lá em dezembro do ano passado, quando O Poderoso Chefinho – um rapaz que até entende de dados, mas não de pessoas – decretou o fim do meu contrato.

O motivo? "Falta de fit com a empresa."

Interessante...

Curioso como, na análise fria dos fatos, descobri que a verdadeira razão foi uma treta com Coxinha 1, amiga íntima da esposa do chefe e, por coincidência, Gestora de Projetos – cargo conquistado, aparentemente, por networking no grupo do WhatsApp da família.

Mas vamos aos detalhes do "conflito grave" que causou o rompimento do contrato.

Em uma bela tarde de trabalho, Coxinha 1 chegou até mim e jogou algumas demandas absurdas.

Eu, como profissional que trabalha por entrega e não por vigília, simplesmente disse:

"Olha, sou PJ. Não sou pago para ficar 23 horas por dia na empresa. Isso aqui não é um casamento, e eu não assinei nenhum contrato de servidão."

Pronto.

Foi o suficiente para ferir profundamente a alma da primeira Coxinha.

Como alguém poderia se recusar a trabalhar de graça, em horários aleatórios, sem respeito aos próprios limites, para uma empresa que pagava salário de júnior para trabalho de pleno?

Erro meu, claro.

Só que a treta não parou por aí.

A Coxinha 2, igualmente sem preparo, também tinha um cargo de gestão e resolveu pegar as dores da amiga.

Afinal, toda boa história precisa de um coadjuvante indignado.

Juntas, decidiram que o problema era eu, porque – veja só – não queria ter minha vida profissional controlada por gente que não conseguia nem gerir a própria vida.

Acho que no fundo, o problema real era que Coxinha 1 não conseguia lidar com o fato de que outras pessoas tinham vida fora do trabalho.

Talvez porque ela mesma fosse incapaz de ter uma.

Bom, pena para elas. Pena para ele.

Porque enquanto elas gastavam energia torcendo pela minha queda, eu me tornei monitor na maior escola de copywriting do Brasil, O Novo Mercado, e copywriter profissional na PDS, uma empresa já validada no mercado.

Ou seja, ganhando mais, trabalhando menos e cercado por gente que realmente sabe liderar.

Mas o veneno nunca é suficiente para certas pessoas.

O tempo passou e adivinhem só? As Coxinhas da Fofoquinha ainda não me superaram.

Hoje, enquanto eu cresço no mercado, elas continuam se remoendo, patrulhando meu LinkedIn, e achando que ainda têm alguma relevância na minha vida.

O mais engraçado?

Os "subordinados" da Rataria Digital – ops, quis dizer, da "agência" – ainda vêm reclamar que não conseguem prospectar clientes, não conseguem se valorizar e continuam com os mesmos salários ridículos.

Mas eu?

Eu sigo na minha.

Cuidando do meu contrato, da minha carreira e da minha família.

Então, queridas Coxinha 1 e Coxinha 2, se ainda quiserem saber da minha vida profissional, ou aprender como se portar no mercado, me chamem diretamente.

Não precisam agir como ratinhos curiosos no LinkedIn.

Afinal, "R" é de rato, não é mesmo?


P.S.: Isso é o que eu queria postar no LinkedIn. Mas as vezes, o melhor a fazer, é ficar em silêncio. Como diz um grande poeta “se não entende o meu silêncio, como entenderiam as minhas palavras”.